janeiro 29, 2026

Comprar moto usada com farol de LED vale a pena

Comprar moto usada com farol de LED vale a pena

Quando a ideia é trocar de moto ou buscar uma seminova, muita gente já olha para a iluminação como um item fundamental. Antigamente, LED era coisa de moto top de linha, mas hoje modelos mais acessíveis, como a CG 160 Titan da Honda, já vêm com esse tipo de farol. O LED virou praticamente sinônimo de modernidade e, para quem roda bastante à noite ou pega estrada, faz uma diferença real.

Não é só o visual que mudou. A evolução das luzes trouxe mais segurança, menos gasto de bateria e até ajudou no valor de revenda. Muita gente nem imagina, mas a escolha do farol pode pesar na decisão de compra – especialmente para quem pensa em passar a moto pra frente daqui a um tempo.

Se você está pesquisando motos usadas, entender como o LED melhora a experiência é quase tão importante quanto conferir o estado dos pneus ou da transmissão. A tecnologia trouxe vantagens práticas e até mexeu com o mercado de seminovos, já que modelos com LED costumam chamar mais atenção.

Nesse conteúdo, vou te mostrar os pontos positivos e negativos do farol de LED em motos usadas. O objetivo é ajudar você a decidir se vale mesmo escolher um modelo com essa tecnologia na próxima troca.

Por que a iluminação da moto é tão importante?

Nos últimos tempos, a iluminação virou prioridade para quem pilota, principalmente na cidade. Estudos já mostraram que um sistema de luz eficiente pode reduzir em 40% os riscos de acidentes à noite – não é pouca coisa! Antigamente, as lâmpadas incandescentes eram padrão. Agora, o LED chegou com tudo, trazendo vantagens como:

  • Maior visibilidade, tanto em curvas quanto em retas
  • Consumo de energia até 75% menor em relação às antigas
  • Bem mais resistente a trepidações e pancadas

Na prática, um bom farol faz a diferença. Sabe aquele trânsito pesado à noite? Um LED forte faz sua moto ser vista meio segundo mais rápido pelos motoristas – pode parecer pouco, mas faz toda a diferença em cruzamentos. E na estrada, enxergar obstáculos a 100 metros ajuda a evitar sustos.

No Brasil, onde chuva forte e neblina não são raridade, o LED também se destaca porque mantém quase toda a eficiência mesmo com umidade alta, diferente das halógenas que sofrem com o tempo. Não é à toa que a maioria das motos seminovas de categoria superior já aposta em iluminação moderna.

Vantagens do farol de LED em motos usadas

Trocar ou escolher uma moto já equipada com LED não é só questão de estilo. O consumo de energia menor ajuda bastante em modelos mais antigos, que costumam ter sistemas elétricos mais sensíveis. Se a bateria da sua moto já te deixou na mão, sabe como isso faz diferença.

Outro ponto é a durabilidade. Enquanto uma lâmpada comum aguenta cerca de mil horas, o LED pode ultrapassar 50 mil horas. Ou seja, você provavelmente vai trocar de moto antes de precisar substituir o farol. Menos trocas, menos gasto.

A luz branca do LED destaca buracos, pedras e até animais na pista, mesmo em dias de chuva. E ao contrário das lâmpadas comuns, que levam uns segundos para ficar fortes, o LED acende no máximo já de cara – bem útil quando você precisa frear rápido.

O design também ficou mais interessante. O LED permite formatos diferentes e harmoniza com vários estilos de moto. Fora que aguenta bem os solavancos das nossas ruas e estradas, ideal para quem anda na cidade ou faz trilha.

Desvantagens e desafios do LED em motos usadas

Nem tudo é perfeito. O tom azulado do LED, apesar de moderno, pode causar cansaço nos olhos em viagens longas à noite. Tem gente que reclama de desconforto depois de algumas horas pilotando sob essa luz mais fria – diferente da amarela tradicional.

Outro cuidado importante: se o farol não estiver bem regulado ou for de qualidade duvidosa, pode ofuscar motoristas no sentido contrário. Isso é perigoso e, segundo pesquisas, mais de um terço dos motoristas já se sentiu incomodado por faróis muito fortes na via.

Para motos fabricadas antes de 2015, a instalação de LED pode dar trabalho. Muitas vezes, é preciso usar adaptadores ou até mexer na parte elétrica, o que encarece tudo. Em alguns casos, só trocando o sistema inteiro para funcionar direito.

Na neblina, o LED também tem seu ponto fraco: a luz branca reflete mais nas gotículas de água, o que diminui a visibilidade. Testes mostram que o alcance pode cair até 40% em comparação com as tradicionais halógenas.

Se precisar de manutenção, é bom saber que a coisa fica mais complicada. O LED tem circuitos eletrônicos que geralmente só especialistas mexem. E as peças paralelas costumam ter garantia menor, então o barato pode sair caro se der problema.

Vale a pena comprar moto usada com farol de LED?

Para decidir, é bom colocar tudo na ponta do lápis: quanto custa de verdade, quanto você vai economizar com manutenção e quanto pode valorizar na revenda. Em média, uma moto com LED pode economizar uns R$ 320 por ano só em troca de peças.

Para quem trabalha com entrega e roda bastante, principalmente à noite e com chuva, o LED é um baita aliado. Mas se você só usa a moto de vez em quando, talvez prefira algo mais simples, já que o investimento inicial costuma ser menor.

  • LED dura até cinco vezes mais que o farol comum
  • Reduz em cerca de 18% o consumo elétrico da moto
  • Pode valorizar entre 7% e 12% na hora de vender

Preste atenção na parte elétrica: motos feitas depois de 2018 geralmente já aceitam LED sem dor de cabeça. Nas mais antigas, vale conferir se a fiação aguenta e se o alternador dá conta do recado.

Se for testar, faça isso num ambiente escuro. O feixe de luz tem que ser bem definido, sem manchas ou clarões fora do padrão. E não esqueça de olhar se o farol tem certificação do Inmetro – isso garante que está tudo certo legalmente.

LED na moto: o que a lei diz?

Aqui no Brasil, a legislação é bem clara: só pode trocar a iluminação original por LED se a moto já veio assim de fábrica. A Resolução nº 292/2008 do CONTRAN não permite modificar refletores ou instalar luz diferente sem autorização do fabricante. Se fizer a troca por conta própria, é infração considerada grave.

Se a moto já veio com LED, o documento vai mostrar isso. Mas se for adaptação, dá multa de R$ 195,23 e cinco pontos na carteira. Em blitz, os policiais conferem pelo documento e pelas especificações técnicas.

Para não ter dor de cabeça, siga algumas dicas:

  • Peça a nota fiscal das peças de iluminação
  • Veja se no manual está especificado o uso de LED
  • Procure pelo selo de homologação no próprio farol

Lembrando que, se a troca for irregular, pode até dar problema com o seguro em caso de sinistro. O correto é só substituir por lâmpadas halógenas de mesma potência, mantendo a parte elétrica original.

Dicas práticas para quem vai comprar ou manter

Escolher entre LED e farol convencional é uma questão de avaliar o que faz mais sentido para seu uso. Quem anda na cidade pode priorizar durabilidade, enquanto quem pega estrada vai valorizar o alcance da luz.

Na hora de negociar, saiba que motos a partir de 2019 com LED original podem valer até 8% a mais. Peça o certificado de homologação e teste o farol em superfícies irregulares para ver se não pisca ou apresenta cor esverdeada – isso pode indicar desgaste.

Para manter o farol sempre bom, limpe os refletores pelo menos a cada quinze dias, sem produtos agressivos. Fios enferrujados podem derrubar em 30% a eficiência, então vale a pena ficar de olho e, se precisar de ajuste, procure uma oficina de confiança.

A tendência é clara: até 2026, quase todas as motos novas vão sair com LED de fábrica. Se você está na dúvida, prefira modelos já projetados para LED – além da tecnologia comprovada, isso evita problemas legais. No fim das contas, segurança e economia acabam sendo os maiores ganhos.

Fonte: https://motospace.com.br/

Sobre o autor: Editorial

Ver todos os posts →